martinezEu sempre pensei que o filme Dragonslayer fosse uma grande bobagem e lento em algumas partes, mas há uma cena memorável que vende o filme muito bem, eu penso, para qualquer um que a veja.

É onde a cabeça do dragão se levanta diminuir o jovem mago que realmente não tem nenhuma pista a respeito de contra que ele está face a face. Penso que quem quer que tenha surgido com esta cena deve ter lido Tolkien. Na história de Túrin Turambar em O Silmarillion, depois que Glaurung havia destruído Nargothrond e enviara Túrin para o norte para Dor-lómin em uma busca desesperada, Morwen e Nienor deixam a segurança de Doriath. Elas são surpreendidas por Mablung e uma companhia de cavaleiros Élficos que são, entretanto persuadidos a acompanhar as mulheres a Nargothrond. Lá junto ao rio Narog Glaurung se ergue uma névoa e dispersa a companhia de Mablung. Morwen é levada por seu cavalo enlouquecido e os Elfos nunca ouvem falar dela novamente.

diegoAs mais diversas mitologias fizeram com que o nosso mestre e amigo, J.R.R. Tolkien, permeasse suas obras com referências de vários tipos encontradas nos antigos mitos europeus.

Apesar de ser pouco conhecido do público leigo, em seus livros temos lobisomens e vampiros, além de dragões e tantos outros seres baseados em criaturas pré-existentes que são usados quase como se fossem criação do professor. É claro que não foi sua intenção "roubar" essas ideias, mas apenas usar aquilo que já estava bem assentado nas lendas populares conhecidas, e também alguns elementos quase desconhecidos das lendas e sagas que tanta falta faziam a Inglaterra. Foi pensando nisso que separei alguns dos casos encontrados nas obras, a fim de que se possa notar as influências de Tolkien na criação de sua própria mitologia. Vamos começar falando das montarias dos Nazgûl.

houghtonO legendário de Tolkien constitui, entre outras coisas, uma revalorização do cavalheirismo medieval em face da desvalorização deste da Grande Guerra. A cultura americana já fornecera uma crítica do cavalheirismo do século XIX em resposta à Guerra Civil, como exemplificado pelo Ataque de Pickett na Batalha de Gettysburg.
 
A revalorização de Tolkien é a mais efetiva, mas por nenhum meio a única instância da renovação cavalheiresca pós-Primeira Guerra Mundial (na verdade, há mesmo qualquer número de exemplos americanos); em seu tratamento da Batalha de Maldon em The Homecoming of Beorthnoth Beorthelm's Son e seu ensaio anexo Ofermod Tolkien, todavia fornece uma crítica de cavalheirismo, destinada (ostensivamente) não à Grande Guerra, mas à Carga da Brigada Ligeira na Batalha de Balaklava na Guerra Criméia. A restauração de Tolkien do cavalheirismo entrou em nossa cultura popular, mas sua crítica deste não tem sido igualmente efetiva.
leonard
O mais notável a respeito dos livros de J.R.R. Tolkien é a imaginação que criou o mundo destes livros. O próprio Tolkien reflete sobre o uso da imaginação criativa, acreditando que o homem, criado na imagem e semelhança de Deus, partilha no trabalho da criação de Deus.

Ao mesmo tempo Tolkien está bastante ciente de sua condição de estar em um mundo caído, um mundo no qual está trabalhando contra o clima geral cultural, intelectual e moral de uma era. Este espírito da era permeia a representação artística do homem como o inevitavelmente estranho alienado. A presunção da era é, em certo sentido, uma mistura de dois conceitos aparentemente opostos do real: materialismo, reduzindo toda a realidade àquilo que é perceptível aos sentidos, e gnosticismo, postulando uma realidade espiritualista disponível apenas para os illuminati. Tanto artistas principais quanto de vanguarda e críticos concordam com uma visão do mundo que é materialista e/ou gnóstica.

verlyn

Entre Dezembro e Janeiro de 1916-17 — uma época profundamente em meio a I Guerra Mundial — o jovem J.R.R. Tolkien, recém regresso à Inglaterra da carnificina de Somme (França), deu início a composição de seu grande Legendárium, O Silmarillion.

Sua intenção era suprir o que sentia faltar na pré-história literária de seu país, uma mitologia nativa inglesa (não britânica) seguindo a mesma linha da obra finlandesa Kalevala e da islandesa Eddas. Ele anteviu esse projeto ambicioso como “um corpo de lenda mais ou menos conectado”, pendendo do “vasto e cosmogônico” para o nível de “conto-de-fadas romântico” (Cartas 144). No processo de criação de sua mitologia, entretanto, Tolkien fez mais do que apenas colorir num espaço em branco; ele inventou uma cosmologia, cuja operação depende de um paradoxo, uma contradição teológica desafiadora. A contradição reside na presença simultânea de dois preceitos opostos em seu mundo inventado, destino e livre-arbítrio, imaginados como se operassem lado a lado, às vezes em conflito, às vezes interdependentes.

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A raça maldita dos Orcs
Foi nas cavernas mais profundas de Utummo durante as Primeiras Eras das Estrelas que Melkor cometeu sua maior blasfêmia. Naquele tempo distante ele capturou muitos dos recém despertados Elfos e os levou para seus calabouços, deformando-os até arruinar para sempre o trabalho de Ilúvatar.

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O Evengelho no SdA
J.R.R. Tolkien certa vez escreveu sombriamente: “Temo que não seja nada agradável ser uma figura cultuada ainda em vida”. Sua popularidade ainda tem seus desagradáveis efeitos colaterais. O entusiasmo peculiar de muitos de seus fãs, a existência de brochuras escabrosas no gênero fantasia, a adaptação cinematográfica ter um sabor meio frívolo

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A Personificação do Mal
A criação do Um Anel remonta aos anos seguintes a queda de Morgoth. Durante essa época, Sauron estabeleceu seu desejo de dominar e submeter os Elfos, e de fato todos os povos da Terra-média, a seu completo controle. Ele acreditava que Valar haviam, afinal, abandonado a Terra-média após a queda de Morgoth.
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