martinezAlguns meses atrás, um professor de Literatura Inglesa escreveu para me criticar gentilmente por não exercitar meu considerável julgamento em buscar os aspectos mais agradáveis dos trabalhos de Tolkien.

Ou seja, estou gastando meus talentos porque não estou examinando o simbolismo e significado mais profundo dos trabalhos de Tolkien, que é naturalmente onde o conhecimento sério devota seus recursos. Bem, os elogios foram (e são) sem dúvida apreciados, mas o conselho não foi bem recebido. Não que eu tenha alguma vez me auto-intitulado um sábio, mas eu tenho um problema real com o estudo de Tolkien. Eu o considero imensamente tedioso e usualmente não muito relevante para Tolkien. O estudo de Tolkien toma três formas: crítica literária, análise lingüística, e análise textual. A crítica literária é pretensiosa e arrogante, e como todos sabem, não sou pretensioso nem arrogante, então eu quase não sou adequado a tarefa.

caldecottCom o lançamento em Dezembro de 2001 de A Sociedade do Anel, o primeiro da série de três filmes baseada em O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, o interesse público no fidalgo de Oxford cujo hobby privado tem fascinado milhões tem sido reacendida.

Contudo quantos daqueles que virem o filme detectarão a inspiração Cristã de seu autor original? Pela primeira vez, esta não é uma crítica que pode ser dirigida contra Hollywood por ter modificado o texto. O próprio autor, embora não admirador da cultura popular Americana, fez seu melhor muito antes de sua própria morte em 1973 (como sabemos de suas publicadas Cartas) para disfarçar ou extirpar virtualmente todas as referências à prática religiosa, e a maior parte das referências à crença religiosa, em seu mundo imaginário. E, todavia aqui permanece uma forte presença religiosa por todo o trabalho escrito. O que quer que possamos pensar do filme (e eu ainda não o vi no momento em que escrevo), esta presença Cristã escondida merece ser investigada.

diegoCom o passar dos anos, as traduções bíblicas perderam sua essência original. Fato é que, se estudarmos as mitologias judaica, egípcia e grega que eram do contexto bíblico, percebemos que os tradutores, tentaram, a todo custo eliminar traços mitológicos do Livro Sagrado.

Ainda hoje, nas escrituras, encontramos resquícios de seres mitológicos expressos nas mais diversas culturas. Podemos considerar até mesmo, que a palavra de Deus, é uma universalização dos mitos, onde no contexto bíblico, todos aparecem em conjunto, sem separação por mitologias. Dragões, Basiliscos, Unicórnios, Behemoth, Fênix, Leviatã e até mesmo sátiros, são encontrados nas escrituras. Para grande parte desta pesquisa, foi utilizada a bíblia versão "Almeida revista e corrigida, edição de 1995", a qual é considerada ter uma tradução mais fiel aos escritos originais.

olsen

Acreditem, nem todos gostaram dos filmes da Trilogia dos anéis, um indivíduo em particular, um evangelista Canadense chamado Pat Cocking, denunciou os filmes  como um Cavalo de Tróia oculto enviado para "seduzir a igreja."

Outros, embora não tão dogmaticamente contrários à ficção de Tolkien como Cocking, podem estar receosos a respeito dos elementos fantásticos dos livros e filmes, particularmente seu retrato da magia. É fácil ver como isto pode levantar questões, que certamente merecem atenção. O Senhor dos Anéis é um chamariz oculto, como alguns podem alegar, ou existe mais uma mensagem bíblica escondida sob os aparatos mágicos? Neste artigo, tentaremos encontrar respostas para estas questões. A fim de realizar essa incumbência, devemos ter um olhar mais atento para com o que Tolkien realmente escreveu. Esta é, afinal de contas a única abordagem honesta. Como C. S. Lewis declarou, "Dentro de uma determinada história qualquer objeto, pessoa ou lugar não é mais nem menos nem diferente do que a história efetivamente mostra que este é." (Hooper 430)

diegoIrmãos, Tolkien mais do que ninguém possuía uma enorme habilidade de mesclar paradigmas em suas obras. Em outros textos tratamos de suas referências mitológicas e literárias, onde pelas quais, o professor se baseou para dar vida ao seu grande universo fantástico.

Em nenhuma outra obra literária encontramos tantas mitologias liquidificadas que formem uma só: A mitologia Tolkieniana. Falar de mitologia nos lembra ritos, costumes e deuses e se prosseguirmos nessa linha vamos chegar a tão grande polêmica clichê: Religião. Eu sei, eu sei... mas não adianta torcerem os narizes, vamos discorrer sobre a dualidade religiosa encontrada na obra do nosso professor. Mas afinal: O que é religião? A origem etimológica da palavra deriva do latim "religio" que significa prestar culta a uma divindade. Claro que se observarmos os padrões de Tolkien não está evidente em suas obras a intenção em destacar uma religião específica ou mitologia.

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A Queda de Gondolin
A narrativa da Queda de Gondolin é, sem dúvida nenhuma, um dos mais antigos textos da Mitologia Tolkieniana. Não sei exatamente quantos, mas acredito que a forma original deste texto foi desenvolvida por Tolkien à mais de 40 anos atrás, quando ainda se reunia aos Inklings e lecionava na faculdade de Oxford.

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O Evengelho no SdA
J.R.R. Tolkien certa vez escreveu sombriamente: “Temo que não seja nada agradável ser uma figura cultuada ainda em vida”. Sua popularidade ainda tem seus desagradáveis efeitos colaterais. O entusiasmo peculiar de muitos de seus fãs, a existência de brochuras escabrosas no gênero fantasia, a adaptação cinematográfica ter um sabor meio frívolo

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Os Homens da Escuridão
As terras de Rhún e Harad, ao Leste e Sul da Terra-média, não ficavam apenas geograficamente fora da vista Ocidental. Estas regiões nunca haviam sido do interesse dos Elfos cujas histórias tratavam principalmente de si mesmos, nem do interesse dos Númenorianos que não avançaram no interior.
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